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agalma

talvez a emoção que menos estimule o poeta seja a alegria, tão breve e rara de sentir

talvez a emoção que menos estimule o poeta seja a alegria, tão breve e rara de sentir

da lucidez

quantas gaivotas em terra são precisas para se dizer que aí vem tempestade?

quantas vezes são contadas a indiferença e o desamor para acreditarmos que não nos querem?

quantos sorrisos conformistas temos de fazer para fingir que somos felizes?

e de quantos silêncios é feita a nossa independência?

se tudo acaba em que temos que nos bastar, então sejamos livres e corajosos no caminho

sem seduções

reduzindo necessidades, agradando sem reembolso, tal como respiramos

é aqui que quase tudo acontece, na nossa imensa necessidade de amor

fazemos piruetas, danças, saltos e volteios para que olhem para nós

fragilizamo-nos para que vejam a nossa sensibilidade, mostramos feridas a curar ao ar para que acreditem nas nossas forças

somos tão programados

é tão pequena a margem de manobra

mas, e por isso mesmo, é por aí que nos distinguimos.

Assim, em consciência, e num golpe de asa aluado deixamos a realidade em descanso para entramos, de novo, numa promessa de inocência.

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