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agalma

talvez a emoção que menos estimule o poeta seja a alegria, tão breve e rara de sentir

talvez a emoção que menos estimule o poeta seja a alegria, tão breve e rara de sentir

parem o carrossel

a maquineta enlouqueceu e o dono, que devia tomar conta disto, foi ali e já vem.

Estava aqui a lembrar-me que, em termos gerais, ainda não há muito tempo, havia verdades sociais sagradas, e que, quer fosse para as integrar, quer fosse para as ignorar, eram referências.

Hoje quando ouvimos elogios (raros), injúrias, burlas, compadrios, honras e outras observações de comportamento ou caracter e formamos opinião, somos inundados de pormenores, na maior parte das vezes pequenos, que nos perturbam sem serem esclarecedores.

Que mal tem ouvir a história de um senhor solteiro, erudito, bem falante, com casa ali para a praça da figueira, que todos os dias se apresentava às oito horas no banco para trabalhar e que nunca fez mal a ninguém?

É necessário ouvir que era homossexual, porque olhava e ajudava mais os rapazes? Ou que teve uma relação e um filho com a empregada a quem não deixou nada em testamento?

E este é um dos exemplos mais comuns e inofensivos.

Penso que isto tem a ver com esta nova sensação - facebook e afins - de que todos somos, mais ou menos, figuras públicas. Só que os artistas quanto mais polémicos eram, mais caras as suas obras ou aparições, mas nós não. Nós andamos de borla.

Temos que ser mais generosos, porque afinal de que é que se vive se não se viver de amor?

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