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agalma

talvez a emoção que menos estimule o poeta seja a alegria, tão breve e rara de sentir

talvez a emoção que menos estimule o poeta seja a alegria, tão breve e rara de sentir

Tempos modernos – a realização e o sustento (IV/IV)

Chegámos todos mais cedo e cheios de energia e expectativa. O Bruno ligou-me de véspera e combinámos tomar café para falarmos um bocado, estamos com uma certa ansiedade, sabemos que a revista não vende muito e não percebemos até onde o Helder quer ir com o seu investimento. No caminho encontrámos o Fernando que nos fez um sorriso bem disposto e confiante, e, nós, à falta de melhor, alinhámos na confiança dele. O Helder e a Paula já estavam a conversar, receberam-nos em ambiente paternalista, sentámo-nos e ficámos prontos para reflectir e projectar, que eram os pontos da reunião.

Falou o Helder, como era suposto, e disse-nos que a revista iria passar a ser gratuita, não fazia sentido estar à venda, dado que o dinheiro realizado quase não dava para as capas. Olhámo-nos todos com intensidade, como num daqueles filmes de que não fazemos ideia nenhuma do fim. Disse que tinha arranjado quatro grandes empresas que, ao abrigo da lei do mecenato, iriam cobrir as despesas e que a revista iria ser distribuída gratuitamente em viagens de avião, longo curso de comboios e em duas unidades hoteleiras. Agora teríamos de nos fixar nos conteúdos e objectivos, não baixando a qualidade de impressão. Era importante, sobretudo, não esquecer o norte, ou seja, o esclarecimento rigoroso do estado de degradação do nosso planeta, o que anda a ser estudado para colmatar esses danos e também o tanto que já anda a ser feito nesse sentido. Tão importante quanto isso, embora numa outra escala, falar de exemplos e apresentar novas ideias para que qualquer um de nós possa, no seu dia a dia, absorver e praticar outras atitutes - dignas de seres humanos que partilham a generosidade da natureza - e, até, esse respeito ser tão natural como respirar.

E disse também que contava com o empenho de todos, tal como vinha a acontecer. Comprometemo-nos, claro. Trabalhar num projecto que faz sentido e em que acreditamos, dá-nos fogo.

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