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agalma

talvez a emoção que menos estimule o poeta seja a alegria, tão breve e rara de sentir

talvez a emoção que menos estimule o poeta seja a alegria, tão breve e rara de sentir

Jonathan Franzen, Liberdade

Todos conhecemos alguém que nos faz lembrar Walter, Patty, Jessica, Joey, Richard, Connie ou Carol. Ou reconhecemo-nos em gestos ou pensamentos de qualquer um deles. O facto de ser uma história actual e do quotidiano também nos faz chegar lá mais depressa. O mesmo não era tão óbvio no outro livro que li dele, Purity, em que situações e pessoas são mais marginais, mais estranhas ao habitual.

É um bom escritor, acutilante, e pouco ou nada dogmático, somos todos humanos e cheios de contradições. Não nos arranja heróis.

novidade

Uma amiga disse-me hoje que, de acordo com descobertas recentes, as couves são inteligentes. Fiquei ligeiramente desconcertada, claro, porque não estou a par de tantas e tantas descobertas que todos os dias nos chegam. Algumas fundamentadas outras nem por isso.

Mas achei graça. Estou para ver a escala da estupidez da abóbora, do rabanete, dos espinafres ou das cenouras.

Mais a sério, dá-me muito mais conforto pensar nos legumes do que na indecência e na hipocrisia de tantas outras noticias que por aí correm.

João Botelho, A Peregrinação de Fernão Mendes Pinto

Gostei. Tem imagens muito bonitas e acho corajoso fazer este género de filme em que se mostra, de maneira entendível, uma narrativa tão antiga mas que importa conhecer porque faz parte da nossa historia como nação.

No entanto,

para mim, a peregrinação é a viagem que continuo a fazer sempre que ouço, e faço-o com regularidade, as músicas de Por este rio acima, do Fausto. Grande inspiração, enorme trabalho e um excelente resultado. A encantar-me desde 1982.

(et) em tempo

há uma menina que, quando se zanga, fecha os olhos para apagar a luz a toda a gente e que quando acorda de um sonho com alguém que conheça, fica a olhar cúmplice e matreira, porque sabe que também eles estão ao corrente do que aconteceu.

Há uma mulher, que volta e meia, inala profundamente para recolher as inocências que andem no ar.

Lucky, John Carroll Lynch

A homenagem e o adeus a Harry Dean Stanton

 

A velhice não fica bem a ninguém. A magreza e a fragilidade também não. A morte está muito próxima, é triste e não tem apelo.

Sempre gostei do Harry Dean Stanton como actor mas custou-me muitíssimo ver o filme. Sabemos que a vida é finita mas, ainda assim, assistir àquelas conversas e pensamentos tão lúcidos e sem saída doeram-me mais do que supunha.

Resta-nos sempre o sorriso.

Perante tudo e em qualquer situação. Sorrir. Como a menina na guerra.

Megabytes

Finalmente a Júlia e o Henrique aparecem sorridentes, cúmplices e disponíveis. Atentos um ao outro. E aos outros. Agora que amoleceram as exigências de muitos sonhos sonhados, caíram no abandono da banalidade e são uns amores. Conclusão a que chegou Dona Lourdes, presença atenta no café da praceta, que explica as origens das antigas e permanentes implicâncias com a responsabilidade que ambos assumiam pela felicidade do outro.

As obsessões, de facto, ocupam muito espaço. Megabytes.

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