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agalma

talvez a emoção que menos estimule o poeta seja a alegria, tão breve e rara de sentir

talvez a emoção que menos estimule o poeta seja a alegria, tão breve e rara de sentir

queremos?

A maldade como exercício de poder, de perturbar e de provocar sofrimento no outro não precisa de paus ou canivetes. Pode ser dissimulada e suave.

E não se pratica apenas para se sobreviver. Faz-se, muitas vezes, por prazer. E por fracasso. Ou por excesso de expectativas. Ou porque é da nossa natureza.

A questão é saber se queremos ir por aí.

25 de abril de 1974

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A minha eterna utopia.

Viver, com 15 anos, aquela explosão promessa de mais igualdade, liberdade e solidariedade fica para a vida. Tanto mais que ter 15 anos em 1974 não é o mesmo que ter 15 anos agora. Eram tempos muito fechados ao conhecimento e à cultura para a grande maioria de nós.

Desejo e forço-me a acreditar que, de facto, os valores e esperanças sonhados não sejam de algodão doce.

Mas está a ser difícil.

Jim Jarmusch, Paterson

Este filme é um perfume.

É um elogio da simplicidade, desmentindo o aborrecimento irremediavelmente associado às rotinas como condição paralisante de olhar mais além. Ao contrário, e dado que já não perdemos tempo e disponibilidade mental para resolver questões já funcionáveis, liberta-nos a curiosidade e a sensibilidade para tudo o que nos rodeia e para o que nos move e anima.

O nosso olhar e pensamento poéticos ganham asas.

Muito bonito.

Ama-San, filme de Cláudia Varejão

Uma história de força e dignidade vivida por mulheres que mergulham, em apneia, para apanhar os tesouros que encontram no fundo do mar, abalones, algas, polvos e o mais que vejam.

Dá-lhes independência financeira e respeitabilidade. Porque acumulam este trabalho arriscado e duro com todas as outras tarefas de qualquer mulher da comunidade. Não abandonam cuidados e aumentam trabalho e responsabilidade.

O dia a dia destas mulheres do mar, honrando uma tradição que tem mais de mil anos e que continua a ser feita com apetrechos desfasados deste tempo de conforto que vivemos, passa-se numa vila piscatória da península de Ise-Shima, no Japão.

A história é bela e apetece contá-la. Como se isso não bastasse, o filme é feito com tanto respeito e encanto que não fica nada a dever a tantos monumentos que tenho visitado.

Parabéns Cláudia Varejão.

primavera

Ele segredou-lhe qualquer coisa ao ouvido,

beijos, palavras ou algum som lá deles.

Nem precisava de o fazer, porque estavam sentados numa mesa ao fundo da esplanada. Tinham privacidade que dispensava o sussurro. Mas não dispensaram. E isso tornou-os especiais.

Ela soltou a tal gargalhada que me fez rir também.

Deu cor a este ambiente pardacento que já cansa.

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