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agalma

talvez a emoção que menos estimule o poeta seja a alegria, tão breve e rara de sentir

talvez a emoção que menos estimule o poeta seja a alegria, tão breve e rara de sentir

magnólia

os momentos mágicos e felizes que, recorrentemente, lembramos podem ter demorado pouco tempo.

Tal como a exuberância da magnólia que só dura horas.

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Clarinha

junho 2014 105.jpg

pintura a óleo, Rui Couto

 

Vive em ardor, curiosa, sôfrega e refresca-se nas tempestades.

Não tem medo do medo e é com ele que fala. Que dizer da ganância em que tantos vivem, como se tivessem duas ou três vidas, não se comovendo com a escassez e a miséria em que outros tantos vão sobrevivendo. É miséria moral mais do que económica.

Em olhares demorados ela lê as boas intenções e as belezas da vida. Gosta muito de encontrar a esperança autêntica e virgem no rosto das crianças. Ilumina-se, também, quando a vê no rosto dos velhos onde já não poderia morar se a decepção e a tristeza tivessem morada certa.

O medo encolhe-se quando ela lhe fala assim, e pensa que deveria mudar-se para junto de quem a ingratidão é um passeio.

A Clarinha sente e vê muitas coisas que não gosta e tenta passar de largo, guarda a alegria para amar; consome-se e regala-se nessa absoluta entrega.

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