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agalma

talvez a emoção que menos estimule o poeta seja a alegria, tão breve e rara de sentir

talvez a emoção que menos estimule o poeta seja a alegria, tão breve e rara de sentir

dar tempo ao tempo

Por falar em coisas que valem a pena, convém lembrar que o actual mantra de aceitação de tudo o que acontece, tem muito pouco de humildade.

É mais um convencimento moderno daquilo que é politicamente correcto. Fazem-se uns molhos de contrariedades, mal atados e que se aguentam uns tempos, mas é certo e sabido que se vão desatar em qualquer altura. Normalmente, em sede errada, porque não se andou triste, decepcionado ou frustrado o tempo suficiente para clarificar as intenções e o resultado.

No meu tempo a este estado de desamparo, que podia demorar, chamávamos andar numa altura de angústia existencial. Moía-se tudo e o regresso era feito com algum entusiasmo.

Acho que era mais saudável porque, quando assim era sentido, compreendia-se e dava-se espaço à tristeza, ao luto e às feridas das querelas que sempre existiram e que vamos continuando a ter uns com os outros. Desviar tudo isto para o estado continuado do tudo bem é mais artificial que o plástico. Ainda bem que os cientistas estão, já na fase de apuro, na posse da tal enzima.

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